domingo, 19 de dezembro de 2010

Novo presidente, anseios e orações

 

Parabéns à primeira presidente mulher do Brasil e nosso desejo de que honre seu compromisso assumido em seu primeiro discurso como eleita

Em 31 de outubro, o Brasil elegeu a primeira presidente mulher de sua história, fato que, por si só, já é de grande relevância para a história do nosso país. Nosso desejo, agora, é que a presidente eleita Dilma Rousseff honre, de fato, o seu compromisso assumido em seu primeiro discurso como eleita. Aliás, esse também é o desejo manifesto pelo ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, ao anunciar oficialmente, na noite do último domingo, o nome do novo presidente do Brasil. Imediatamente após o anúncio, que se deu às 20h14 (horário de Brasília), disse o presidente do TSE: “Sem imprensa livre, não há democracia”.

Naquele momento, o ministro Lewandowski estava externando o seu desejo de que Dilma não seguisse, em seu mandato, aquilo que seu programa original de governo entregue ao TSE (e posteriormente retificado após críticas da imprensa e de setores da sociedade) e que o texto do PNDH-3 (cujo conteúdo foi elaborado junto à Casa Civil em sua gestão) afirmavam no que diz respeito às liberdades de imprensa, expressão e religiosa, ao tratamento dado a propriedades privadas invadidas etc. Enfim, tudo aquilo que levou 44% dos eleitores brasileiros que se dirigiram às urnas no último domingo a preferirem o candidato José Serra à candidata Dilma Rousseff.

A própria Dilma sabe que, mesmo eleita, pesa sobre ela esse temor em relação ao tratamento que ela dará, nos próximos quatro anos, a esses princípios democráticos, daí seu primeiro discurso após a confirmação de sua eleição ter enfatizado tais princípios que, sob outra circunstância, um presidente eleito nem faria menção ao compromisso de honrá-los, por ser mais do que óbvio que ele os respeitaria. Mas, Dilma precisava fazê-lo, e por isso enfatizou:
“Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa. Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto. Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa Constituição”.

A quem diga que, ao incluir imediatamente após a referência ao seu compromisso com as liberdades de imprensa e de religião uma referência aos direitos humanos, ela estaria dizendo: “Não vou abandonar o que foi estabelecido no PNDH-3, porque não acho que seu conteúdo represente uma afronta às liberdades de imprensa e de religião, por isso não há o que temer”. Bem, não sei. Particularmente, espero que não.

A Bíblia nos ensina a orarmos pelas autoridades constituídas para que haja paz, e esse é nosso dever agora. Oremos para que os compromissos da presidente Dilma, assumidos em seu primeiro discurso como eleita, sejam cumpridos cabalmente. Afinal, se seu governo for mal, todo o país sofrerá com isso; e se for bem, todos seremos beneficiados por isso.

Oremos por Dilma. E que Deus, pela Sua graça, abençoe o nosso Brasil.

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