domingo, 12 de dezembro de 2010

Festa e incerteza para a diplomação no próximo dia 17 de Dezembro


TRE marca para o dia 17 a solenidade de entrega de certidão aos eleitos. Alguns deles correm risco de não assumir
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE) confirmou para o próximo dia 17 a diplomação dos eleitos em outubro deste ano. Mesmo assim, a composição definitiva para Assembleia Legislativa e Senado ainda está sub judice e pode sofrer alterações pontuais até o julgamento de recursos no Supremo Tribunal Federal (STF). É que entre os oito paraibanos barrados pelo Ficha Limpa que se mantiveram na disputa pelos cargos, dois tiveram votação suficiente para assumir mandatos em 2011. 

É o caso do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), com mais de 1 milhão de votos, e do deputado Márcio Roberto (PMDB), que arrematou a preferência de 24.880 paraibanos. O parlamentar obteve a décima maior votação na Coligação Paraíba Unida V (PMDB-PSC). Caso a Justiça Eleitoral opte pelo deferimento dos registros, a inclusão da dupla destrona pelo menos dois candidatos considerados eleitos e aptos à diplomação. São os casos do terceiro colocado na disputa para o Senado, Wilson Santiago (PMDB),e do deputado estadual reeleito, Carlos Batinga (PSC), que teve votação inferior a Márcio Roberto.
A titulação de Carlos Batinga, nesse caso, passaria à primeira suplência da coligação PMDB/PSC. Outra mudança pós-urnas no Legislativo seria aberta com a possibilidade de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negar o registro da candidatura de Dinaldo Wanderley (PSDB), barrado no TSE em decisão monocrática do ministro Hamilton Carvalhido, no dia 3 de novembro. O parlamentar patoense aguarda o julgamento do agravo regimental em plenário que caso seja indeferido, elevaria Domiciano Cabral da suplência à titularidade da vaga no Legislativo paraibano. 

"O pleito deste ano só pode ser concluído após a etapa de julgamentos na Justiça Eleitoral", analisa o secretário de Tecnologia da Informação do TRE, José Cassimiro. Ainda resta o caso de Oswaldo Venâncio (Bado), com registro barrado pelo ministro do TSE, Arnaldo Versiani, em decisão monocrática. Bado aguarda a análise do agravo regimental que pede análise do recurso emplenário. Se deferido, o pedido de validade da candidatura, os quase 18 mil votos passam a interferir no quoeficiente eleitoral e partidário e podem provocar efeito cascata no placar final dos vitoriosos à ALPB.
O maior prejudicado seria Genival Matias (PT do B), que pode perder a única vaga arrematada pela coligação PT do B, PRTB, PHS, PMN, PCdoB e PTdoB. "Se confirmadas, estas decisões podem obrigar o TRE a proclamar novo resultado das eleições para deputado estadual", destaca o José Cassimiro.
Cássio
Candidato mais votado para o Senado pela Paraíba, Cássio concorreu com o registro indeferido com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), aguarda julgamento do recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) com base na Lei da Ficha Limpa por conta da condenação por abuso de poder político e conduta vedada a agente público no ano passado pelo próprio TSE.

Já o deputado estadual Márcio Roberto (PMDB), teve o registro da candidatura impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) a pedido do Ministério Público Eleitoral. Ele foi enquadrado na Lei do Ficha Limpa, pela rejeição de contas pelo Tribunal de Contas do Estado quando era prefeito de São Bento.
A diplomação dos candidatos eleitos nas últimas eleições gerais acontece a partir das 17h do dia 17 deste mês, no Auditório da Estação Cabo Branco de Ciência, Cultura e Artes, localizado na Avenida João Cirillo da Silva, S/N, no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa.

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